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Desmelancoliza-me

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As pessoas me olham por três lados: madura e teimosa, louca e divertida, ou frágil e fofa. Hoje eu tenho a certeza de que sou madura e teimosa, louca e divertida, e fofa, mas frágil? Você vai ter que me desculpar e descartar essa opção. Posso ser sentimental, ainda bem afinal sou humana e carrego em mim a arte de querer me expressar como tal. Mas  hoje não tem ninguém que me faça duvidar da minha coragem e do meu amor próprio, não importa o tamanho do erro que eu cometa, só eu sei o que sinto por mim nesse momento, aliás diferente do que muitos pensam, amor próprio para mim nem é necessariamente  se amar o tempo inteiro, nem ser perfeito e se tornar o centro da própria vida. É se machucar mas tomar conta da ferida, ou ainda se ferir mais e mais, testar seus limites, mas se autoconhecer e aceitar que aquilo é você, e que você não precisa se amar por inteiro, mas se ver como merecedor de cuidado próprio. Como todo amor, o amor próprio é construção e sentimento, é algo que não tem r…

De Bem a Melhor

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E hoje é um daqueles dias em que eu acordo com o coração sereno. Aqueles dias que sinto que estou no caminho certo, mesmo sabendo que ainda tenho muitas batalhas para superar. É um daqueles dias que não sinto pendência nenhuma com você. Que me sinto com o dever cumprido e meu coração esbanja gratidão por ter vivido tudo que vivi com você. Que sinto que ambos fizemos nossos papéis na vida um do outro e precisamos nos libertar, para reconhecermos a nós mesmos de volta, para que possamos nos desprender dessa dependência de não saber o que é viver um sem o outro, para se querer de novo. Para que a gente possa preencher o que foi desgastado, para que a gente pare um pouco de se doar e possa se dedicar ao nosso amor próprio. Um daqueles dias que sinto uma saudade gostosa e fico recordando com muito prazer nossos momentos. Um daqueles dias que me sinto completa de amor e repleta de luz. Que dou aquele suspiro com gosto de valeu a pena. Um daqueles dias que sinto que ambos temos um camin…

Milésimo Primeiro

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Queria te escrever em mil livros só para deixar registrado todos os teus detalhes que despertam o meu melhor, o meu sorriso, o meu riso, o meu prazer. Queria te escrever em mil livros pra tentar te explicar o que vi e senti por você. Mil livros pra explicar que é você e só você. Explicar essa vontade particular que tenho, é o seu toque, seu beijo, seu cheiro, sua voz, seu olhar, seu abraço. É uma tempestade de sentimentos e sensações. É a tranquilidade de uma brisa com a turbulência de um furacão. É a calma na alma e o fogo que me sobe até o pescoço. É a loucura e a bobeira. Então vem aqui, chega mais perto amor, para eu te falar bem no pé do teu ouvido o quanto você me faz feliz enquanto você brinca com meus cachos. Vem aqui, dá aquela risada gostosa e aquele sorriso que eu gosto enquanto eu contorno seu rosto com meus dedos. Vem aqui, faz aquele risoto que você gosta pra dispensar meu desastre na cozinha. Vem cá, deita comigo e não esquece de apagar a luz da sala. Vem aqui, fixa…

Mão na mão, pés fora do chão

E ai as nossas mãos se entrelaçaram. A sua esquentava a minha gelada. Um sentimento de segurança como nunca havia sentido igual. Não que eu precisasse da sua proteção, muito pelo contrário. Mas um sentimento de que o mundo acontecia e nada atingia minha atenção além do nosso toque. Entendia pela primeira vez como era sentir que só existia eu e alguém por um instante. Eu olhava tudo ao meu redor, mas não enxergava mais nada além de você. Eu ouvia vozes ao meu redor, mas não escutava mais nada além de você. Eu não queria mais soltar a minha mão da sua. Era como uma droga. Talvez até quisesse mais do que só ela dali umas horas... Não era como me sentir completa, mas transbordada. Coloquei meu aconchego e todo meu ponto de paz em nossas mãos por um tempo que eu nem sei dizer se foi muito ou se foi pouco. Foi além dessa lei e independente dela, alcancei a perfeição. Depositei em nossas mãos entrelaçadas o meu melhor "eu", e sentia que você fazia o mesmo, e ainda nem conhecíam…